<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002</id><updated>2011-04-22T01:26:09.886+01:00</updated><title type='text'>Espelho Negro</title><subtitle type='html'>Espelho Negro é o espelho em que a minha alma se reflecte. Pode parecer confuso, desordenado ou louco: ainda assim, continua a ser o meu reflexo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-5782671839673135078</id><published>2007-04-23T21:57:00.000+01:00</published><updated>2007-04-23T22:05:28.555+01:00</updated><title type='text'>Banco à beira-rio (parte I)</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Levanto-me deste banco à beira-rio, vou mesmo até à beirinha do paredão. A água move-se lá em baixo, em ondas revoltas pelo vento gelado que as fustiga como me fustiga a mim. Fico assim um momento, mas acabo por voltar costas e afastar-me.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                              &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Passo as mãos pela barriga, devagar, numa carícia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ainda não se nota, ainda não se vê nada, bem sei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sinto. Sim, sinto-o. Sinto dentro de mim esta criança que ninguém quer, ninguém deseja, nem sequer os próprios pais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tu és uma criança, e eu confirmei-o uma vez mais quando te contei o que acontecera. Ficaste a olhar para mim, sem reacção. E depois, a única coisa que soubeste dizer foi que eras muito novo para ser pai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer me decepcionaste, sabes? Sempre tive consciência que não és o meu “príncipe encantado”, sempre soube que isto era só um namorico sem grande importância. Nunca pensei em casamento, em filhos, nem sequer num futuro a dois. És demasiado infantil. Divertido, sim, giríssimo, simpático, interessante. Mas tão criança ainda...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia provaste-o uma vez mais. Quando te disse para não te preocupares porque eu trataria de tudo, sorriste aliviado e afastaste-te, repetindo que se eu precisasse de alguma coisa era só dizer. Foste incapaz de ver as lágrimas que me brilhavam nos olhos. Foste incapaz de me dar um abraço, e eu precisava tanto disso... Limitaste-te a deixar seguir, a escolher o caminho mais fácil, a deixar tudo nas minhas mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E por isso hoje estou aqui, sozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, sozinha não. Tenho o meu filho dentro de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O meu filho. Fruto não de um grande amor, como eu sonhei, mas sim de uma paixão de Verão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas o Verão passou. E o vento frio que sopra lembra-me que é Inverno, que o tempo passa e que eu tenho de tomar uma decisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Meu filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Estas palavras têm magia. Não consigo impedir-me de sonhar com ele, de sonhar em tê-lo nos meus braços a sorrir-me, de sonhar em vê-lo crescer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sonhos impossíveis. Repito-o para mim uma e outra vez, bem duramente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não me consigo convencer...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu quero este filho, quero-o muito!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E ao mesmo tempo odeio-o.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se o tivesse, teria de desistir de muita coisa, de demasiada coisa. Valeria a pena? Sim, sem dúvida. Mas eu não tenho força para isso, não tenho força para tanto. Não tenho força para seguir, para enfrentar tudo o que teria de enfrentar. Tenho &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;medo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Medo... É a primeira vez que o sinto. Mas sinto-o forte e poderoso dentro de mim. Medo da reacção dos meus pais, medo da reacção dos meus amigos, medo de ter de me distanciar das pessoas de quem gosto, medo de ter de me tornar adulta, de ter de enfrentar problemas e responsabilidades. Medo de sofrer. Medo de te ver sofrer, meu filho, meu menino, meu bebé. Medo de te ver chorar. Medo de te ver passar por situações dolorosas, medo de que cresças infeliz e a odiar-me. Medo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe ainda que tu existes, só o teu pai que não o quer ser. Tenho de ser eu a escolher, eu a decidir. Sem ajudas, sem conselhos, sem interferências. A responsabilidade tem de ser só minha, porque a inconsciência também o foi, porque o erro também o foi. Não quero mais tarde culpar ninguém por ter feito ou deixado de fazer seja o que for.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas... Fazer? Fazer o quê? Não sei se tenho coragem seja para o que for, quer para te matar quer para te deixar viver...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-5782671839673135078?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/5782671839673135078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=5782671839673135078&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/5782671839673135078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/5782671839673135078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2007/04/banco-beira-rio-parte-i.html' title='Banco à beira-rio (parte I)'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-3357000470483934616</id><published>2007-04-15T22:47:00.000+01:00</published><updated>2007-04-15T22:53:31.053+01:00</updated><title type='text'>Emptiness</title><content type='html'>Às vezes não sabemos o que escrever, simplesmente precisamos de o fazer.&lt;br /&gt;Para tentar exorcizar demónios.&lt;br /&gt;Para tentar esquecer o Mundo.&lt;br /&gt;Para tentar SENTIR novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sentimo-nos vazios. E tentamos chorar sem o conseguir.&lt;br /&gt;Às vezes não sabemos o que fazer. Nem o que sentir. E por isso não sentimos nada. É mais fácil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me ajuda a sentir de novo?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-3357000470483934616?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/3357000470483934616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=3357000470483934616&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/3357000470483934616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/3357000470483934616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2007/04/emptiness.html' title='Emptiness'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-5503320514474393048</id><published>2007-01-29T23:51:00.000Z</published><updated>2007-01-30T00:23:33.344Z</updated><title type='text'>Alma Rasgada</title><content type='html'>&lt;p  style="text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; widows: 0; orphans: 0; color: rgb(255, 255, 255);font-family:times new roman;" align="justify" lang="pt-PT"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;Seguro-te nos meus braços sem falar, sem te olhar. Seguro-te, apenas.&lt;br /&gt;Dói, sabes? Dói muito, mesmo muito. Nunca pensei que doesse tanto...&lt;br /&gt;As lágrimas ardem na minha cabeça pesada, cheia de coisas por dizer, por fazer, por sentir. Cheia de futuro que nunca o será, cheia do passado que já foi e não pode voltar, cheia de presente que dói, fere, rasga, magoa. Cheia do presente que quero, oh, quero tanto!, negar. Negar o presente para acreditar que pode haver futuro...&lt;br /&gt;Porquê? Quem o determinou, quem o mandou, quem disse que era assim, que tinha de ser assim? Porquê? Eu só quero um pouco mais, uns anos, uns meses, uns dias, umas horas... Qualquer coisa, qualquer momento mais que seja nosso como o são todos os momentos que passamos juntos, presos um no outro, estreita e apaixonadamente enlaçados...&lt;br /&gt;... Não é justo!!!!&lt;br /&gt;E quem disse que a vida é justa?...&lt;br /&gt;As lágrimas esforçam-se por vencer a minha resistência e cair, chorar todas as minhas tristezas e amarguras, chorar, poder chorar! Mas não posso. Não posso, não devo, não quero fazê-lo! Por ti, por mim, pela criança que neste momento cresce no meu ventre sobre o qual poisas a mão docemente, tentando talvez tocar a nossa filha, o nosso bebé, a nossa pequenina. A menina com que tu também sonhaste, a alma que  também tu idealizaste. A nossa filha, o fruto do nosso amor, os nossos corpos, o nosso sangue a renascer num novo corpo, nem teu nem meu mas sim nosso. NOSSO. E dela.&lt;br /&gt;O teu corpo, doce e pesadamente encostado ao meu, é tão quente, tão macio! Tão entregue a mim e ao nosso amor! Como pode tudo isto ir acabar? Como?...&lt;br /&gt;E no entanto vai. E tu sabe-lo como também eu o sei, sabemo-lo ambos e é por isso mesmo que, nesta tarde fria de Setembro, estamos aqui quietos na sala, no nosso sofá, eu sentada, tu estendido, o teu corpo semi-erguido pesadamente encostado ao meu, a tua mão docemente pousada no meu ventre numa carícia terna e quente... Em nosso redor, o silêncio. Sem música, sem palavras, sem sons alguns de qualquer espécie, sentamo-nos ambos em silêncio, aproveitando estes tão doces momentos... Que poderão ser os últimos de paz e amor. Que poderão ser os nossos últimos momentos juntos...&lt;br /&gt;Aperto-te mais de encontro ao meu peito e tu, por um momento, ergues os olhos de encontro aos meus. Vejo os teus ensombrarem-se ao perceber a dor que se espalha e reflecte neles e, de repente, estás sentado ao meu lado, as pernas passadas por cima das minhas, e abraças-me. Abraças-me com força, com muita força mesmo, e eu sinto-me segura, tão segura! Tão segura que, por um momento, esqueço tudo o resto e te abraço também, tentando fazer-te sentir todo o amor, toda a paixão, todo o carinho e ternura que sinto por ti. E talvez até o tenha conseguido, uma vez que sinto o teu corpo a relaxar de encontro ao meu, as tuas mãos a percorrerem-me as costas numa carícia doce e leve...&lt;br /&gt;Suspiro, os meus lábios aninhados na leve cova do teu pescoço, sentindo os teus beijos no meu cabelo. Ergues-me a face suavemente, beijas-me com ternura e paixão, procurando fazer-me esquecer que vai haver amanhã, um amanhã tão terrível e doloroso... O nosso beijo torna-se molhado, molhado das minhas lágrimas. E eu levanto-me e saio da sala, deixando-te sozinho e de braços vazios, de braços vazios como também eu estarei daqui a pouco... Meses? Semanas? Dias? Por quanto se conta ainda o tempo que tens de vida?...&lt;br /&gt;Porquê, destino, PORQUÊ?! Porquê a mim, porquê a nós? Que fizemos nós de errado para merecermos isto, que fizemos nós de errado para merecermos esta condenação? Que fizemos nós de errado para merecermos ser separados, agora que encontrámos, finalmente!, o Amor que nos faltou durante todas as nossas vidas? Que fizeste tu de errado para mereceres a doença que te corrói as entranhas e que te condenou a um fim doloroso e prematuro? Que fez a nossa filha de errado para nascer sem hipótese de conhecer o pai?...&lt;br /&gt;Enrolo-me sobre a cama num novelo apertado, sobre a nossa cama onde vivemos tantos momentos de amor e paixão, sobre a nossa cama na qual, em breve, dormirei sozinha. Sobre a nossa cama que, em breve, ficará para sempre fria do teu calor...&lt;br /&gt;Como dói! O quanto dói! Parece que me tira a respiração, esta dor enorme e penetrante que se alojou no meu coração e me ameaça deixar fria fria e vazia por dentro... E eu limito-me a chorar lágrimas amargas, sem conseguir parar. Dói. Dói saber que te vou perder e que nada posso fazer para o impedir. Dói! E eis que a dor é tão grande que ameaça sufocar-me e eu, sem tentar resistir mais, fecho os olhos, cerro os punhos com força e tento afogar nas almofadas a dor imensa que explode em nãos meio gemidos meio gritados...&lt;br /&gt;Entras no quarto e vês-me assim. Sem uma palavra, sentas-te a meu lado, puxas-me para ti e forças-me a chorar no abrigo dos teus braços enquanto me acaricias os cabelos em gestos curtos e lentos. Sinto o teu coração a bater depressa e o teu peito a levantar-se em longas inspirações suspiradas-quase-soluçadas. Sem mais nada a fazer, abraço-te com força e choro, choro até me sentir seca e sem mais lágrimas para chorar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; widows: 0; orphans: 0; color: rgb(255, 255, 255);font-family:times new roman;" align="justify" lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  style="text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; widows: 0; orphans: 0; color: rgb(255, 255, 255);font-family:times new roman;" align="justify" lang="pt-PT"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;Dois meses passaram. Dois meses de dor e sofrimento. Custa, ver-te todos os dias e todos os dias saber que pode ser este o último... Se não fossem as drogas que te dão, não conseguirias aguentar durante muito tempo as terríveis dores do teu corpo a desfazer-se... Mas mesmo assim por vezes vejo-te ficar branco e de lábios apertados, a conter um gemido de sofrimento para eu não sofrer, para não me perturbar. Se soubesses que eu percebo... Se soubesses que sinto essas dores no meu corpo como se estivesse dentro do teu... Mas eu, também para não te perturbar, finjo nada perceber e sorrio.&lt;br /&gt;Desde aquela explosão de choro que tanto perturbou ambos, recuso-me a pensar no futuro. Recuso-me a pensar que no mês que vem, na próxima semana, amanhã, podes já não estar comigo, tento esquecer que nunca verás o nascimento da nossa filha a não ser que um quase milagre ocorra... É difícil, mas não impossível. E eu, dolorosamente, tento aprender a viver segundo, apenas e só, a máxima latina &lt;i&gt;Carpe Diem&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Aproveita o dia, e aprende a viver assim.&lt;br /&gt;Na verdade, se estivesses no hospital poderias talvez viver mais algum tempo. Mas tu não o quiseste. Decidiste que não querias passar os teus últimos dias enfiado numa cama, num ambiente artificial, longe de quem te ama, não vivendo mas apenas sobrevivendo. E eu não consegui nem me reconheci sequer direito de me opor a isso. Amo-te demais para te querer engaiolado, alma selvagem...&lt;br /&gt;E assim passamos aqueles que sabemos serem os teus últimos dias, juntos e aproveitando cada momento de felicidade, afastando cada um dos (muitos!) momentos em que a dor e o desespero da impossibilidade de agirmos nos invadem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; widows: 0; orphans: 0; color: rgb(255, 255, 255);font-family:times new roman;" align="justify" lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; widows: 0; orphans: 0; color: rgb(255, 255, 255);font-family:times new roman;" align="justify" lang="pt-PT"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;A nossa filha nasceu esta noite. É uma bebé linda e forte, saudável, grande. É muito parecida contigo... Tem os teus olhos, a tua pele branca, o teu cabelo muito negro, as mãozinhas de dedos finos como os teus. É linda, e eu sinto-a tão frágil e doce nos meus braços... É a nossa filha.&lt;br /&gt;Morreste esta tarde. Minutos depois de veres a nossa filha.&lt;br /&gt;A minha alma está rasgada e grita em silêncio, esvaindo-se em sangue...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-5503320514474393048?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/5503320514474393048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=5503320514474393048&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/5503320514474393048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/5503320514474393048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2007/01/perda.html' title='Alma Rasgada'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-5256066473540663059</id><published>2007-01-29T23:48:00.000Z</published><updated>2007-01-29T23:51:29.697Z</updated><title type='text'>Nota de Autor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;Aqui estou de volta...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;Visual ligeiramente alterado, como se pode notar, e ainda sem saber que caminho irá seguir este espelho. Mas a verdade é que senti a falta de me ver reflectida. Por isso, aqui estou. De novo em frente ao meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espelho Negro&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-5256066473540663059?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/5256066473540663059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=5256066473540663059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/5256066473540663059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/5256066473540663059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2007/01/nota-de-autor.html' title='Nota de Autor'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-114311159312008159</id><published>2006-03-23T10:58:00.000Z</published><updated>2006-03-23T10:59:53.123Z</updated><title type='text'>Goodbye, Lúthien. Hope I'll see you again...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Tive um dia uma amiga, uma grande amiga. Conhecemo-nos éramos ainda crianças, e desde logo nos entendemos às mil maravilhas. Lembro-me ainda do primeiro dia, da primeira conversa. Consigo ainda indicar o local, as posições, as palavras que foram trocadas. A minha primeira grande amiga...&lt;br /&gt;Os anos passaram e crescemos juntas, compartilhando bons e maus momentos. E em todos estivémos lá uma para a outra. As nossas almas passaram por invernos e verões, por lágrimas e risos. E nós continuámos juntas.&lt;br /&gt;Houve zangas, houve reconciliações. Senti-me traída, humilhada, deixada de parte. Senti-me usada. Mas a amizade que eu sentia era maior e mais forte do que isso, e consegui sempre por esses maus momentos para trás das costas. E assim foi...&lt;br /&gt;Estive presente em alguns dos piores momentos da vida dela, tal como ela esteve presente em alguns dos meus. Apoiámo-nos mutuamente, demos força uma à outra. Conseguimos sempre fazer a outra pensar que depois de qualquer fria noite de inverno havia sempre uma promessa de luminosas e quentes manhãs de verão...&lt;br /&gt;Passaram dez anos e quatro meses. E a amizade que julgámos eterna, que prometemos continuar nos nossos filhos, acabou. Não vou atribuir culpas, porque quando uma amizade acaba a culpa nunca é unilateral... Talvez ela tenha razão. Talvez eu seja arrogante, intolerante. Talvez eu despreze toda a gente e não saiba aceitar as opiniões dos outros, respeitar a sua liberdade. Sim, talvez ela tenha razão. Da minha parte, sei que sou por vezes realmente muito bruta. Sei que sou susceptível. Sei que sou orgulhosa. Sei que tenho realmente muitos defeitos... E sei também que tenho algumas qualidades. Entre elas encontra-se a capacidade de perdoar a um amigo, mesmo quando me fere e rasga no mais fundo de mim mesma. E a capacidade, julgo, de entender que as pessoas crescem e que se transformam. E de saber respeitar isso, de não o encarar como impeditivo a uma amizade... Mas talvez eu esteja errada e não seja assim. Talvez no fundo o meu maior erro seja amar e entregar-me de corpo e alma quando amo... Amor com letra maiúscula, amor-philia, não só amor-eros. Talvez seja realmente esse o meu erro, o erro que já me custou muitas lágrimas e muita dor. Mas isso é algo que não posso, não consigo alterar, por muito que já tenha tentado...&lt;br /&gt;Talvez um dia as feridas mútuas sarem e a amizade volte. Talvez sim, talvez não. O Futuro pertence ao Destino, não a mim. E mesmo que me pertencesse, não o quereria ler. Mas enquanto espero que o Futuro revele se esse dia chegará ou não, vou guardar no meu coração a lembrança de uma amizade bela e fiel, vou esquecer as memórias de todos os momentos maus. E vou saber apenas que esta amizade será para sempre uma das mais belas recordações da minha vida.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Goodbye, Lúthien. Beyond all the sadness, beyond the time and the space, I will not forget you. I will keep your memory forever in my heart. I'll stay with you...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-114311159312008159?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/114311159312008159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=114311159312008159&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/114311159312008159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/114311159312008159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2006/03/goodbye-lthien-hope-ill-see-you-again.html' title='Goodbye, Lúthien. Hope I&apos;ll see you again...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-114311149763336910</id><published>2006-03-23T10:56:00.000Z</published><updated>2006-03-23T10:58:17.653Z</updated><title type='text'>Nota de autor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Olá... Não sei se alguém sentiu a minha falta, ou se já estão habituados... Mas a verdade é que se juntaram várias coisas que me impediram de passar por aqui, quer boas quer (infelizmente!) más... Mas hoje aqui deixo de novo um post, infelizmente relativo a uma das piores coisas que me aconteceram nos últimos tempos...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-114311149763336910?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/114311149763336910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=114311149763336910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/114311149763336910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/114311149763336910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2006/03/nota-de-autor.html' title='Nota de autor'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113717144176676325</id><published>2006-01-13T16:30:00.000Z</published><updated>2006-01-13T16:57:21.786Z</updated><title type='text'>Sem nada para dizer...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não sei se conhecem aqueles dias em que nos sentimos vazios. Sem nada dentro de nós. Muitas vezes até por um motivo completamente estúpido...&lt;br /&gt;Não sei se conhecem aqueles dias em que só nos sentimos bem em silêncio. Calados. Porque não temos nada para dizer...&lt;br /&gt;Não sei se conhecem aqueles dias em que só nos sentimos bem dentro de casa. Fechados. Isolados. Mesmo quando o sol brilha e o céu azul convida a passear...&lt;br /&gt;Não sei se conhecem aqueles dias que parecem sempre de Inverno. Mesmo quando é Verão. Porque nós só vemos sombras... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se conhecem esses dias...&lt;br /&gt;Eu conheço. Estou num deles...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113717144176676325?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113717144176676325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113717144176676325&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113717144176676325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113717144176676325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2006/01/sem-nada-para-dizer.html' title='Sem nada para dizer...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113465895614313737</id><published>2005-12-15T14:31:00.000Z</published><updated>2005-12-15T15:11:46.266Z</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Para um amigo muito especial, o meu agradecimento por isto ser só imaginação... Estou contigo, fénix negra. Não tenhas medo de te apoiar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O mar enrola e rebenta sobre a areia à minha frente. E eu recordo-te, meu amigo, meu irmão.&lt;br /&gt;Faz hoje dois anos que desististe de tudo. Mas a mágoa ainda não passou.&lt;br /&gt;Nem a culpa...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Podia ter feito mais?&lt;br /&gt;O que não fiz?&lt;br /&gt;O que poderia ter feito?&lt;br /&gt;O que se pode fazer quando alguém quer desistir, quando alguém quer morrer?&lt;br /&gt;Podia ter feito mais?&lt;br /&gt;Fiz tudo o que podia, o que sabia, o que devia?&lt;br /&gt;Como saber?&lt;br /&gt;E como perdoar-me se perceber que não o fiz?...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Quem gosta, quem se diz amigo-irmão-companheiro, quem gosta a sério!, tem responsabilidades. Tem a responsabilidade, o dever e o prazer de estar ali, sempre. Sempre.&lt;br /&gt;Quem é amigo-irmão-companheiro recebe em si os problemas e o peso do outro. De boa vontade e com um sorriso nos lábios. Porque é um prazer ajudar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mas como ajudar quem não quer ser ajudado?&lt;br /&gt;Como ajudar quem foge?&lt;br /&gt;Como não me sentir culpada?...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Naquela noite de lua minguante, fina como um fio prateado no céu, tu não pediste ajuda. Acabaste com tudo, simplesmente. Da forma que achaste mais fácil. E agora a dor e a amargura ficam em mim...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Quantas, quantas vezes deste a entender que o peso era muito, que a pressão era demasiado grande, que tu não conseguias nem querias mais aguentar?&lt;br /&gt;Quantas vezes olhei para ti e vi sombras e desespero nos teus olhos?&lt;br /&gt;Quantas vezes tive medo e quis abraçar-te com muita força, tentar prender-te para ter a certeza que não ias fazer isso, que não ias desistir, que a luz tão bela da tua alma, a luz que se tornara vacilante como a chama de uma vela, que a tua luz tão especial não se ia apagar?&lt;br /&gt;Mas acabei sempre por não o fazer...&lt;br /&gt;Por temer não te conseguir atingir nesse mundo friorento e gélido onde te refugiavas, esse mundo de sombras sem luz.&lt;br /&gt;Por medo e timidez, por não saber como te dizer "Gosto de ti!". Nunca o soube fazer...&lt;br /&gt;Por fraqueza...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E tu partiste. E eu perdi a oportunidade de te olhar nos olhos e dizer o quão especial és, o quão im,portante e precioso és. Para mim, amigo-irmão-companheiro. E para todos os que te conhecem e te amam. Para todos os que conhecem a palavra Amor sem a temer...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Até quando? Até quando esta dor?&lt;br /&gt;Que fiz de errado?&lt;br /&gt;Que deixei por fazer?&lt;br /&gt;Podia ter-te ajudado?&lt;br /&gt;Agora já não há tempo...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O punhal cruel já dilacerou a tua pele, o sangue ardente e rubro já fugiu do teu corpo. És cinzas, agora. Cinzas espalhadas pelo mar, como sempre quiseste. E eu olho o mar e procuro-te...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Miss you, dark knight of the shadows. Miss you, my friend. Miss you, my brother.&lt;br /&gt;Hope that someday, somewhere, we'll be together again. Till then, I stay with the sea. I stay with you...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113465895614313737?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113465895614313737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113465895614313737&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113465895614313737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113465895614313737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/12/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113440691016859534</id><published>2005-12-12T16:59:00.000Z</published><updated>2005-12-12T17:05:23.333Z</updated><title type='text'>Miss you even more when the night covers me...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Está escuro.&lt;br /&gt;Está frio.&lt;br /&gt;Estou sozinha.&lt;br /&gt;Dói-me a alma...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Noite escura e fria, noite de solidão. E eu, sozinha neste quarto escuro e frio, penso em ti.&lt;br /&gt;Penso no teu calor, na tua luz, na tua doce presença que afasta todo o mal, que me faz sentir feliz como nada mais faz... Sinto a tua falta!&lt;br /&gt;Não sou nada sem ti, não sou ninguém. E é quando a noite cai que o sinto mais profundamente, quando esta noite que tu me ajudaste a amar cada vez mais e a temer cada vez menos me envolve... Senhor da Noite, sem ti tremo no frio. Tudo desaparece e se desvanece, tudo sossobra como um castelo de areia que uma onda envolve docemente... Que sou eu sem ti?...&lt;br /&gt;E se tudo isto é verdade e realidade nos dias quentes e luminosos, nos dias gélidos e luminescentes, ainda mais verdade se torma nesta escuridão...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;MISS YOU EVEN MORE WHEN THE NIGHT COVERS ME...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113440691016859534?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113440691016859534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113440691016859534&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113440691016859534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113440691016859534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/12/miss-you-even-more-when-night-covers_12.html' title='Miss you even more when the night covers me...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113414499605007146</id><published>2005-12-09T16:07:00.000Z</published><updated>2005-12-09T16:18:28.496Z</updated><title type='text'>Branco e Negro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sorrio, estendo-me de lado sobre o edredão branco da tua cama. A meu lado, as cortinas vermelho sangue adoçam a luz.&lt;br /&gt;Os meus cabelos caem sobre o peito, aumentando o jogo de sedução, ocultando e revelando o que transparece pelas rendas negras da camisa. A saia preta, de veludo, pesada, cai sobre o meu corpo desenhando as suas formas. Os debruns vermelhos dão-lhe um toque de cor, condizendo com o batom que me delinea e preenche os lábios. A única cor no meu corpo branco e negro...&lt;br /&gt;Olhas-me, expectante.&lt;br /&gt;Sorrio levemente, sedutora, tentadora. Faço aquele olhar que ambos conhecemos.&lt;br /&gt;Aproximas-te devagar, estudando-me...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O flash dispara. Um momento de beleza eternizado.&lt;br /&gt;Sim, porque afinal era só de uma foto que estávamos a falar, certo?...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O teu corpo cai sobre o meu.&lt;br /&gt;Os nossos lábios juntam-se.&lt;br /&gt;O Universo desvanece-se...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113414499605007146?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113414499605007146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113414499605007146&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113414499605007146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113414499605007146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/12/branco-e-negro.html' title='Branco e Negro'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113319636304073544</id><published>2005-11-28T16:33:00.000Z</published><updated>2005-11-28T16:47:15.666Z</updated><title type='text'>Ele e Ela...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ela estava caída no chão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O seu vestido, o seu belo vestido branco, estava esfarrapado, sujo de sangue.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O seu cabelo negro caía-lhe sobre o corpo em farripas baças e oleosas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Os seus olhos verdes, mais verdes do que nunca, estavam profundamente enterrados nas órbitas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A sua pele branca e suave estava marcada de feridas e vergões.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;As suas faces tinham sulcos de lágrimas, lágrimas que queriam continuar a correr mas que já nem para isso tinham força...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ela estava a sofrer, um sofrimento indizível...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ele aproximou-se.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Nos seus olhos havia dor enquanto a contemplava, frágil, ferida e a sofrer.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ajoelhou-se junto dela, segurou-lhe a mão acariciando-a.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Levemente a sua outra mão afastou-lhe os cabelos, limpou-lhe as lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Num gesto de infinita ternura e respeito pousou-lhe os lábios numa mão, delicadamente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ajudou-a a levantar-se, alisou-lhe suavemente os restos do vestido.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ela fitou-o, incrédula.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ele sorriu e levou-a com ele.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Para quem ainda se lembra (e gostou!) de Prelúdio...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113319636304073544?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113319636304073544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113319636304073544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113319636304073544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113319636304073544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/11/ele-e-ela.html' title='Ele e Ela...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113274990390494529</id><published>2005-11-23T12:38:00.000Z</published><updated>2005-11-23T23:14:03.786Z</updated><title type='text'>AMOR. PARA SEMPRE...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Olho para os teus olhos e vejo AMOR. &lt;br /&gt;Não amor banal, aquilo a que tantos chamam amor e onde nós ambos não o vemos...&lt;br /&gt;Amor. Amor a sério, PARA SEMPRE.&lt;br /&gt;Julgam-nos idealistas, julgam-nos, sem nos dizerem, tontos por dizermos que é PARA SEMPRE.&lt;br /&gt;Que importa?&lt;br /&gt;Eu olho nos teus olhos e conheço a verdade.&lt;br /&gt;Sei que é AMOR. PARA SEMPRE.&lt;br /&gt;Tu olhas nos meus e vês o mesmo.&lt;br /&gt;Por isso, para quê preocupar-nos com quem não entende, com quem não sabe?&lt;br /&gt;AMOR. PARA SEMPRE.&lt;br /&gt;Vamos errar?&lt;br /&gt;Vamos.&lt;br /&gt;Vamos ter problemas?&lt;br /&gt;Vamos.&lt;br /&gt;Mas nem tu nem eu somos crianças, sabemos ambos mais de sofrimento do que deveria ser permitido... Já não acreditamos em contos de fadas!&lt;br /&gt;Mas sabemos que vamos ultrapassar tudo e todos.&lt;br /&gt;Porque o que existe entre nós é AMOR. PARA SEMPRE...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113274990390494529?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113274990390494529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113274990390494529&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113274990390494529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113274990390494529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/11/amor-para-sempre.html' title='AMOR. PARA SEMPRE...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113154331079303532</id><published>2005-11-09T13:32:00.000Z</published><updated>2005-11-09T16:51:38.180Z</updated><title type='text'>Tentação...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Tentação... Como lhe resistir?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olho para ti e apetece-me...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oiço a tua voz e quero...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vejo o teu sorriso, o teu olhar, e enlouqueço...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tentação, tentação... Como te resistir?...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113154331079303532?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113154331079303532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113154331079303532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113154331079303532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113154331079303532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/11/tentao.html' title='Tentação...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113042890119463618</id><published>2005-10-27T16:53:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T17:06:30.043+01:00</updated><title type='text'>Escrever é viver</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Uma vez mais estou em frente ao teclado. Meses se passaram já desde a última vez.&lt;br /&gt;Olho o ecrã. As minhas mãos hesitam. Que escrever?&lt;br /&gt;Durante um longo e penoso momento, as minhas mãos ficam paradas, imóveis. Não sei que escrever, e a minha alma gela no medo de tudo ter acabado, esta magia de ver as minhas palavras, as minhas ideias, os meus sentimentos, o meu eu, enfim!, sair de dentro de mim, espalhar-se pela vastidão do papel, do ecrã em branco... Será que é o fim?...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;E depois as minhas mãos reagem e, automaticamente, deslizam sobre o teclado, expressam ideias, põem a nu a minha alma... E pela minha face desliza, célere, uma lágrima... Escrever é, para mim, VIVER!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113042890119463618?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113042890119463618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113042890119463618&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113042890119463618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113042890119463618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/10/escrever-viver.html' title='Escrever é viver'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-113042821155169872</id><published>2005-10-27T16:45:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T16:50:11.593+01:00</updated><title type='text'>Nota de autor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Não sei se, ao fim de tanto tempo, ainda há alguém que aqui venha ou que sinta a minha falta... De qualquer forma informo que, após um LONGO período de silêncio (desculpem lá, mas o verão e as férias nunca me inspiram...), os posts vão reaparecer ao mesmo ritmo regularmente irregular... Por isso, se têm o gosto (discutível...) de ler o que escrevo, podem voltar a passar por cá! Até lá... saudações literárias!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-113042821155169872?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/113042821155169872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=113042821155169872&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113042821155169872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/113042821155169872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/10/nota-de-autor.html' title='Nota de autor...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-112076904126773993</id><published>2005-07-07T21:40:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T21:44:01.273+01:00</updated><title type='text'>Finalmente... (Parte I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;De pé nesta falésia, contemplo a imensidão do céu e do oceano.&lt;br /&gt;E pergunto-me porquê.&lt;br /&gt;Pergunto-me se ainda tenho razões, um motivo que seja para estar aqui.&lt;br /&gt;Não estou toldada pelo desespero, não. Não estou de cabeça quente, não estou desesperada como no dia em que te perdi, em que te perdi definitivamente e para sempre.&lt;br /&gt;Não. Estou calma, mesmo muito calma. Esse desespero, essas lágrimas quentes de raiva e frustração, cristalizaram nesta calma, nesta quase indiferença gélida e determinada. Perder-te, foi perder tudo...&lt;br /&gt;Antes de te conhecer eu não tinha nada, não tinha ninguém. Mas isso não me incomodava, porque eu não sabia o que era ter alguém. Não sabia o que era ser-se amada, apoiada e acarinhada. Não sabia o que era gostar de alguém, gostar mais do que gostamos de nós próprios. Não sabia o que era ter alguém do meu lado, sempre. A apoiar-me, a proteger-me. Querendo ficar comigo, ajudar-me com os meus problemas, enfrentar tudo comigo e por mim. Só sabia o que era estar sozinha.&lt;br /&gt;E depois tu apareceste.&lt;br /&gt;E mudaste tudo.&lt;br /&gt;Não foi fácil conquistar-me, eu sei. Eu tinha medo, medo daquele sentimento tão forte que estava a nascer em mim, medo de tudo o que estava a irromper na minha alma, no meu coração, sem avisar nem pedir licença. Não sabia o que era aquilo, não sabia o que era amor. E como não sabia, como nunca tinha provado o travo doce e amargo desse sentimento, não lhe sentia a falta. Sentia-me bem assim, sem saber que as coisas podiam ser diferentes, que tudo podia ser de outra maneira. Sobrevivia, sem saber como é bom viver.&lt;br /&gt;Até que cedi.&lt;br /&gt;Até que me rendi àquela força imensa que invadira o meu coração e que me dominava, que me arrastava, que me prendia a ti.&lt;br /&gt;Até que soube como era bom estar contigo, como era bom ouvir a tua voz, sentir o teu calor, ter o teu carinho.&lt;br /&gt;E aí tudo mudou...&lt;br /&gt;Deixei-me arrastar pela vertigem dos sentimentos, das emoções, das sensações. Descobri o amor, o carinho, a paixão. O ciúme, o medo, a possessividade. E, mais do que tudo isso, descobri a segurança. Descobri o que era sentir-me segura, segura do teu amor, segura do teu carinho. Segura para além de todos os ciúmes e medos. Segura.&lt;br /&gt;Segura enquanto me abraçavas, carinhoso e terno.&lt;br /&gt;Segura enquanto me beijavas e dizias que me amavas.&lt;br /&gt;Segura enquanto me arrancavas aos meus medos e pesadelos, ao inferno em que vivo.&lt;br /&gt;Segura.&lt;br /&gt;E é por isso que hoje olho este imenso céu azul e pergunto porquê.&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Porquê, por que é foi assim?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-112076904126773993?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/112076904126773993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=112076904126773993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/112076904126773993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/112076904126773993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/07/finalmente-parte-i.html' title='Finalmente... (Parte I)'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111930724621877175</id><published>2005-06-20T23:33:00.000+01:00</published><updated>2005-06-20T23:40:46.233+01:00</updated><title type='text'>"Pena que Sangra"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Como não podia deixar de ser, venho aqui anunciar a publicação do livro "Pena que Sangra", uma colectanea de poemas do meu colega de blogosfera Prometeu. Quem quiser dar uma espreitadela, dê um salto ao Esparsos, com link aqui mesmo ao lado... E quando o livro estiver disponível na Fnac (as reservas com o autor já acabaram), direi qualquer coisa...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Uma vez mais, PARABÉNS PROMETEU!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111930724621877175?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111930724621877175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111930724621877175&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111930724621877175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111930724621877175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/06/pena-que-sangra.html' title='&quot;Pena que Sangra&quot;'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111860699346965933</id><published>2005-06-12T20:48:00.000+01:00</published><updated>2005-06-12T21:12:16.160+01:00</updated><title type='text'>"Angel in the Dark", Nemesea</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, vou variar...&lt;br /&gt;Esta música diz-me muito, fala-me à alma. Não só porque a ouvi nos braços do meu amor, que é o melhor sítio para se ouvir música, mas também porque reflecte de uma forma assustadora a minha alma... Tanto que não consigo evitar chorar ao ouvi-la... Bem, fica aqui a letra. Se gostarem já sabem, procurem!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;"A dream so real it takes her back&lt;br /&gt;She's falling into her own past&lt;br /&gt;The present has gone forever&lt;br /&gt;Now she rests upon her bed&lt;br /&gt;and then she cries...&lt;br /&gt;and then she feels...&lt;br /&gt;she feels so sad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lost in memories&lt;br /&gt;she tries to fade away but fails&lt;br /&gt;The darkness overrules the sky&lt;br /&gt;She keeps on screaming: "Tell me why!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When will the light take over&lt;br /&gt;these dark days&lt;br /&gt;And will she ever wake&lt;br /&gt;and know it is all a lie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Her eyes are closing slowly&lt;br /&gt;The pain increases everyday&lt;br /&gt;She wanted to fight but walked away&lt;br /&gt;and now there's nothing left to say&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She used to live, she used to give&lt;br /&gt;She always enjoyed life the way it was meant&lt;br /&gt;But clouds they came and played their game&lt;br /&gt;Casting a spell so she'd fade away&lt;br /&gt;But will she stand up to fight and protect her life&lt;br /&gt;Be what she wanted to be... an Angel in the dark&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Her dreams are taking over&lt;br /&gt;The puzzle remains a mystery&lt;br /&gt;But she ought to know by now&lt;br /&gt;it's just imaginary"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;"Angel in the Dark", Nemesea&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111860699346965933?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111860699346965933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111860699346965933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111860699346965933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111860699346965933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/06/angel-in-dark-nemesea.html' title='&quot;Angel in the Dark&quot;, Nemesea'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111835822634572482</id><published>2005-06-09T23:40:00.000+01:00</published><updated>2005-06-10T00:07:10.490+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Olho os teus olhos, os olhos que eu tanto amo. Uma lágrima, não, muitas lágrimas, caem deles, deslizam sobre a tua pele macia e suave que eu tanto gosto de acariciar.&lt;br /&gt;O meu coração aperta-se...&lt;br /&gt;As minhas mãos deslizam pelas tuas faces, apagam as lágrimas que eu bebo num longo beijo...&lt;br /&gt;Sei porque choras. Sei e não gosto, porque é por mim, por nós que estás a chorar. E eu odeio isso, odeio discutir contigo, odeio-me por cada uma das lágrimas que, como pérolas, correm redondas e firmes. Odeio-me por cada segundo de sofrimento que te faço sentir, por cada mágoa que se vem juntar a todas aquelas que carregas nos teus ombros tão fortes e tão fragéis...&lt;br /&gt;Tu choras. E eu desespero. Estendo os meus braços para ti, puxo-te para junto do abrigo do meu corpo que te envolve como uma redoma, abraço-te com força, muita muita força enquanto sinto as tuas lágrimas a perpassarem-me a roupa, a molharem-me a pele...&lt;br /&gt;Não chores, amor, por favor!, imploro-te vezes sem conta. Mas desta vez não te consegues conter, sentes-te culpado, demasiado culpado por algo que, na realidade, não é culpa de nenhum de nós... E as tuas lágrimas continuam a correr, doem na minha pele como ácido que me fere e corrói... &lt;br /&gt;Dói tanto, tanto! Dói demais... &lt;br /&gt;E então, também eu choro... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estou contigo, amor. Não estás sozinho, nunca mais estarás. Não chores. Não sofras. Nós amamo-nos, e nada mais importa...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111835822634572482?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111835822634572482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111835822634572482&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111835822634572482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111835822634572482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/06/lgrimas.html' title='Lágrimas...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111807731071121276</id><published>2005-06-06T17:47:00.000+01:00</published><updated>2005-06-06T18:01:50.716+01:00</updated><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Para quem me conhece e pode ter notado bastante realidade nos meus últimos posts, quero apenas informar que este é pura e simples ficção...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Escuro à minha volta... Noite... Medo... Solidão...&lt;br /&gt;Afasto-me de todos, inclusive de quem me ama...&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Porque tenho medo... Pura e simplesmente tenho medo...&lt;br /&gt;Começa a chover. Chove com força, uma chuva quase torrencial que reflecte tão bem aquilo que sinto!&lt;br /&gt;Tenho medo... Medo de ficar só uma vez mais, medo de perder aquela pessoa que iluminou o meu mundo...&lt;br /&gt;E, não o confesso a ninguém, mas... ciúme, tenho ciúme. Ciúme de quem está tão perto dele, tão mais perto do que eu estou, ciúme de quem recebe em si o fogo do seu olhar cobiçoso, cheio de desejo... Ciúme de quem recebe no seu o corpo dele, o corpo doce, suave e forte que faz magia acontecer...&lt;br /&gt;E hoje, hoje ele devia estar aqui... Porque não estará? Terá mesmo ficado a trabalhar? Ou será que foi ter com aquela sua nova paixão, aquela que os seus olhos seguem, mesmo quando eu estou presente?&lt;br /&gt;Ele não ficaria contente, se me ouvisse a chamar-lhe paixão... Chama-lhes caprichos, arrebatamentos, nunca paixões. Mas chame-lhes ele o que quiser, o meu medo é o mesmo...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Chega. Hoje decidi que já chega!!&lt;br /&gt;Adeus. Chegou a hora de lhe dizer adeus. Esta está a atrai-lo bem mais do que é costume, eu sinto. E eu sempre lhe disse que não aceito partilhar-lhe o coração!&lt;br /&gt;Chega.&lt;br /&gt;Adeus.&lt;br /&gt;Não me mereces.&lt;br /&gt;Durante três anos foste de outras vezes demais, quiseste outras vezes demais. E se eu sempre aceitei, sabendo que por muito que o teu corpo passeasse era a mim que a tua alma voltava sempre, como pássaro voltando ao ninho, agora não aceito mais.&lt;br /&gt;Chega.&lt;br /&gt;Cansei-me. Cansei-me de sofrer, cansei-me de te partilhar.&lt;br /&gt;Chega.&lt;br /&gt;Adeus.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111807731071121276?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111807731071121276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111807731071121276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111807731071121276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111807731071121276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/06/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111736603879243507</id><published>2005-05-27T23:30:00.000+01:00</published><updated>2005-05-29T12:31:12.596+01:00</updated><title type='text'>Um ano...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Uma noite de fim de Maio, já quente. Uma quinta-feira à noite.&lt;br /&gt;Estou estendida no sofá com um livro nas mãos. Um livro interessante (para mim), político. Um livro que eu não consigo ler.&lt;br /&gt;Abro-o, leio as primeiras palavras. Ergo os olhos, talvez pensando no que li? Não. Penso nele, naquele que nos últimos tempos não me sai da cabeça. Uma figura sombria. Uma mente brilhante. Uma alma complexa, cheia de luz e de sombras. Um sorriso insinuante. Um olhar sedutor. Um olhar perturbante. Um olhar que parece ler a própria alma, que parece entrar dentro de mim. Uma alma gémea?&lt;br /&gt;Suspiro, volto a baixar os olhos para o livro. E uma vez mais não resulta, as palavras deslizam à minha frente sem que os olhos as decifrem. Fecho o livro com força, hoje não o consigo ler. Até porque foi por causa dele que mo emprestaram, para comparar as nossas reacções... Mas será que tudo me faz pensar nele?!&lt;br /&gt;Cruzo os braços sobre o livro fechado, deito a cabeça sobre eles. Penso. Sinto. Recordo. Procuro entender. Procuro entender tudo o que penso, sinto e recordo. Procuro ler nas atitudes dele, nas palavras dele, algo... um sinal que me permita perceber se ele sente o que eu sinto, que me permita ver se há algo mais ou se é simples amizade. Simples... enfim, tão simples quanto o pode ser uma amizade entre dois malucos como nós!&lt;br /&gt;Mas... será que é só isso? Será que é só amizade? Recordo a manhã de hoje, o beijo súbito, o seu olhar enquanto se afastava, o sorriso provocador como se esperasse a minha reacção. Recordo as palavras dele mais tarde, interessadas mas lançadas ao ar, como se uma vez mais procurasse uma reacção. E o olhar dele, estudando-me enquanto eu me fazia de desentendida, sentindo o coração acelerado, cada vez mais acelerado...&lt;br /&gt;Mordo os lábios, tento controlar-me. E sento-me de repente, indiferente aos olhares surpresos que se fixam em mim. E cerro as mãos com força, com muita força, tentando conter dentro de mim o que sinto, esta angústia de não saber que me mói por dentro!&lt;br /&gt;De repente, o telemóvel. Mensagem. E quando vejo que é dele o meu coração dispara. E quando leio as primeiras palavras, adivinho o que vem a seguir e vou direita ao meu quarto, à minha cama, ao meu refúgio. E deito-me nela, a respiração acelerada enquanto leio, uma e outra vez, que ele gosta de mim, que ele me ama, que ele quer namorar comigo!! E quero rir, e chorar, e fazer todas aquelas coisas idiotas que se fazem quando se está apaixonada. E depois o telemóvel volta a tocar, e é ele...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Um ano passou depois desta noite. Um ano, já... Passou a correr, passam a correr todos os momentos em que estamos juntos. E hoje, escrevo este texto para dizer uma única coisa, para o gritar para todo o Mundo ouvir: AMO-TE, DANIEL!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111736603879243507?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111736603879243507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111736603879243507&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111736603879243507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111736603879243507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/05/um-ano.html' title='Um ano...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111670411772860524</id><published>2005-05-21T20:27:00.000+01:00</published><updated>2005-05-21T20:36:02.326+01:00</updated><title type='text'>PARABÉNS!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Já devia ter dito isto aqui, mas mais vale tarde do que nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dar os parabéns ao Prometeu (quem não conhce pode visitá-lo e conhecer a sua excelente escrita no Esparsos ou no De Pena em Riste) que vai publicar brevemente o seu primeiro livro!!! Espero que todos vocês olhem para ele quando o virem nas livrarias... Oportunamente darei mais informações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus parabéns para o talentoso escritor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111670411772860524?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111670411772860524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111670411772860524&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111670411772860524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111670411772860524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/05/parabns.html' title='PARABÉNS!!!'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111624672952648810</id><published>2005-05-16T13:26:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T13:34:44.850+01:00</updated><title type='text'>Um dia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia sonhei que podia sonhar.&lt;br /&gt;Um dia sonhei que podia amar.&lt;br /&gt;Um dia sonhei que tudo seria perfeito, que não haveria erros nem lágrimas.&lt;br /&gt;Um dia sonhei que tudo seria como nas histórias que tantas vezes imaginei, em que o amor superava tudo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia acordei desse sonho...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia descobri que não há principes encantados.&lt;br /&gt;Um dia descobri que o amor não é tudo.&lt;br /&gt;Um dia descobri que nada há que possa impedir lágrimas de correr.&lt;br /&gt;Um dia descobri que nasci para sofrer...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia julguei-me parva.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia tive esperança.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;E hoje, é só mais um dia...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111624672952648810?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111624672952648810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111624672952648810&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111624672952648810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111624672952648810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/05/um-dia.html' title='Um dia...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111548032457510708</id><published>2005-05-13T00:16:00.000+01:00</published><updated>2005-05-14T16:47:00.996+01:00</updated><title type='text'>Mulher-mãe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Fecho a porta com cuidado, para não acordar o menino. E agora a minha expressão retoma o ar cansado, desiludido, que tantas vezes já tomou nos últimos tempos. Porque o nosso filho já tem um ano e a tua atitude continua igual. Ao início mal notei, depois pensei que havias de mudar com o tempo... Sabia que nunca tinhas querido filhos, mas tinhas insistido tanto... Pensei que tinhas mudado, pensei que também em ti nascera a vontade de ter um filho, uma criança nossa, um fruto do nosso amor, alguém teu e meu, alguém que mostrasse na verdade como nós dois éramos um só...&lt;br /&gt;Enganei-me.&lt;br /&gt;Se algum dia quiseste esta criança, foi por mim, só para me agradar, para realizar aquilo que sabes ser um sonho antigo. Tu nunca o quiseste, nunca.&lt;br /&gt;E eu descubro isso agora de forma cruel...&lt;br /&gt;Entro, passo ante passo, no escritório em que, como sempre, estás sentado ao computador, a escrever, sempre a escrever. Compreendo isso, também eu o adoro fazer. E adoro ler o que tu escreves. Sempre adorei, continuo a adorar.&lt;br /&gt;Aproximo-me devagar, dividida entre o amor que é uma força tremenda a ligar-me a ti e o desgosto, a desilusão, a quase raiva de te sentir indiferente ao nosso filho.&lt;br /&gt;Tu pressentes-me, como tantas outras vezes, e viras-te sorrindo, o teu sorriso tão doce e terno. Levantas-te, abraças-me, acaricias suavemente os meus cabelos enquanto eu me encosto a ti, ansiando pela sensação de abstracção e felicidade que vem sempre quando estou nos teus braços...&lt;br /&gt;Não desta vez.&lt;br /&gt;E percebo isso quando me tentas beijar e me sinto indiferente, indiferente ao calor da tua boca, à doçura que escorre dos teus lábios acariciantes. E quando o percebo não tenho forças para fingir... Sentindo a minha frieza, interrompes o beijo, olhas-me com aquele teu olhar penetrante. E de repente eu solto-me dos teus braços e corro para junto do nosso filho... Não, do meu filho. Tu nunca brincaste com ele, nunca lhe fizeste uma carícia, nunca lhe deste um dos teus sorrisos ardentes de amor. Tu não o amas. Não o queres para ti. E se tu não o queres para ti, então... então eu também não te quero para mim... Não posso querer...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Noite alta.&lt;br /&gt;Dormes, um sorriso nos teus lábios depois destes momentos de amor. Os últimos... A minha despedida. A despedida que tentará matar o sabor a cinzas que tenho na boca e que, bem o sei, não fará nada além de o aumentar...&lt;br /&gt;Pego no nosso filho, no seu corpo doce que se abandona nos meus braços. Olho uma vez mais o seu sorriso, tão igual ao teu, tão igual como os seus olhos que sei castanhos e ternos como os teus. Sufoco um soluço, engulo as lágrimas. É por ele que faço isto...&lt;br /&gt;Saio sem bater com a porta. Sobre a cama, na almofada ao teu lado, na almofada para sempre vazia de mim, fica um bilhete, um curto bilhete.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Acordo e procuro pelo corpo dela... Não está lá.&lt;br /&gt;Abro os olhos, senti um papel... Leio:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;"Tu não queres o nosso filho. E eu, que sei como tu o que dói crescer sem amor, num turbilhão em que nos sentimos abandonados, não vou deixar que o meu filho sinta isso. Adeus. Amar-te-ei para sempre..."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olho para o papel, não percebo nada&lt;/em&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111548032457510708?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111548032457510708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111548032457510708&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111548032457510708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111548032457510708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/05/mulher-me.html' title='Mulher-mãe'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111547859943812897</id><published>2005-05-07T15:31:00.000+01:00</published><updated>2005-05-07T16:14:52.116+01:00</updated><title type='text'>Louco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;"Levantei-me do sofá, fui até à janela. Amanhece. Amanhece depois desta noite de solidão... Nem sei há quantos dias não apareces, há quantos dias foges aos meus telefonemas, às mensagens que te deixo no gravador, aos sms que te mando para o telemóvel... Nem na net te consigo encontrar, nem no msn. Embora online, estás sempre ausente. Há meses que é assim... Pelo menos para mim... Mas talvez não para ela?...&lt;br /&gt;O que é que se passa? Porque é que não és franco comigo, porque é que não me dizes simplesmente que acabou? Tens medo? Da minha reacção, do meu sofrimento, de que eu faça alguma parvoíce? Caramba, sempre te pedi sinceridade! Fala comigo, diz de uma vez que deixaste de gostar de mim, diz de uma vez que agora é ela a dona do teu coração, esse coração que eu tanto quis mas que nunca me pertenceu! Diz, fala! Não te cales, não fujas, não tenhas pena de mim! Pensaste alguma vez que eu me ia contentar com isso depois de tudo o que tive? Pena não chega, quando se sabe o que é paixão, paixão louca, paixão que incendeia os corpos. E foi isso que nós tivemos! Apenas e só isso...&lt;br /&gt;Como eu queria que tivesse sido diferente! Como eu quis, como eu tentei seduzir-te, prender-te à minha alma e não apenas ao meu corpo, este corpo em que ninguém ainda reparara, este corpo que foi teu e que agora pareces disposto a abandonar...&lt;br /&gt;O que é que ela tem a mais que eu? O que é que ela é mais do que eu? Faz tudo por ti? Ama-te? Também eu! Também eu te amei e fiz tudo por ti, deixei tudo, esqueci que tinha vida! E agora, anos depois, quando já só vivo por ti e para ti, deitas-me fora como um brinquedo de que já não gostas, deitas-me fora sem uma única palavra sequer...&lt;br /&gt;Errei, eu? Em quê? Se sempre fiz tudo por ti, o que tens para me apontar? Só se for isso mesmo, este meu amor infinito, este amor que eu sempre procurei conter mas que acabava por surgir em explosões de ciúme... Este amor que nunca retribuiste, este amor que nunca foi nosso, mas só e apenas meu... Este amor que nunca o foi, pois amor só é amor quando vem dos dois lados...&lt;br /&gt;Não tens coragem sequer para me olhar, não é? Vou facilitar-te o trabalho: aqui fica esta carta, este mísero papel sobre a mesa, estas letras que nunca lerás. Adeus. Vou para a missão que me propuseram e que quase rejeitei por ti. E lá, ajudando crianças famélicas, esquecer-te-ei. Esquecerei este simulacro de amor que me fez abandonar o resto do mundo e que em troca me deu apenas abandono e sofrimento. Adeus."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ele leu a carta e deixou-se cair no sofá, as mãos apertando a cabeça, tentando controlar um daqueles súbitos e terríveis acessos de mal-estar que lhe aconteciam há semanas... Descobrira hoje porquê. Um cancro que lhe corroía as entranhas. E quando, desesperado, correra para junto dela, descobrira que ela se cansara, que partira. E, sobretudo, que partira julgando que ele não a amava... Tudo mal, ela entendera tudo mal... Amaldiçoada sede de independência que o fizera afastar-se, enfeitiçado pelo olhar felino da outra... e que o fazia agora perder quem realmente amava... &lt;br /&gt;E agora? A que se agarrar, para quê lutar? Onde arranjaria forças para lutar contra a doença que, o médico fora claro, estava já em estado avançado?&lt;br /&gt;Deixando-se escorregar para o chão, ele chorou. E amaldiçoou uma vez mais a sedução da outra, a sua própria inconsciência, a sua ânsia de liberdade... Não, a sua sede de sexo. Reconhecia, tinha de reconhecer pelo menos a si próprio, que o atraíra na outra fora aquele corpo envolvente e capitoso, estonteante, ardente. E por isso perdera o seu amor... &lt;br /&gt;Louco, que louco que fora...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111547859943812897?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111547859943812897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111547859943812897&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111547859943812897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111547859943812897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/05/louco.html' title='Louco'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111487088108381140</id><published>2005-04-30T15:18:00.000+01:00</published><updated>2005-04-30T15:22:19.956+01:00</updated><title type='text'>A pensar em ti...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Estou aqui, sentada em frente ao monitor. Sozinha nesta casa vazia. A pensar em ti.&lt;br /&gt;Há minutos, lia os teus textos. Procurava neles a tua presença, inebriava-me com a música das tuas palavras. E, lentamente, lágrimas corriam-me pelas faces, aquelas lágrimas que tu já proibiste mas que eu não consigo conter nem dominar, as lágrimas que me enevoam a visão e que, deslizando, formam manchas nas minhas calças, manchas que eu olho quase espantada.&lt;br /&gt;Lágrimas absurdas, talvez... Lágrimas pela tua ausência, lágrimas de saudade por quem vi ontem, por quem verei daqui a uns dias. Mas isso é tempo demais, só te tenho a ti, dói demais cada segundo que passamos separados, cada segundo em que não posso olhar-te, inebriar-me com o teu olhar onde leio amor, com as palavras que me sussurras em voz doce como só tu tens, com a força e a segurança dos teus braços à minha volta, a prenderem-me como se fosse o bem mais precioso do mundo...&lt;br /&gt;É, dói. Dói muito, dói demais. E eu não consigo controlar este sofrimento. Eu, que sempre mandei naquilo que sinto, não o consigo agora fazer. Porque quando entraste na minha vida mudaste tudo, e eu por ti e para ti aboli muralhas, distâncias ou protecções. Eu sou tu e tu és eu, e isso é maravilhoso... e também doloroso, muito doloroso.&lt;br /&gt;Amo-te. E enquanto repito isto para mim própria, mais uma lágrima corre, e se junta às outras que caem pelas minhas faces. E eu mordo os lábios, reconhecendo o arrepio que me percorre, o mesmo de sempre, o mesmo de cada vez que choro enquanto escrevo, o mesmo de cada vez que as palavras saem humedecidas de mim por virem de tão fundo no meu coração, por virem de um sentimento que é maior que tudo e todos, por virem do sofrimento, do sofrimento em que pareço estar a tornar-me perita...&lt;br /&gt;Quando me leres vais-te preocupar, bem sei. Vais ficar triste por me saberes uma vez mais a sofrer, vais sofrer comigo embora longe, tão longe de mim. E eu sei isso, mas não consigo impedir-me de escrever... Porque preciso, porque preciso de tentar exorcisar esta dor maior que o universo, e a escrita é o meu refúgio de sempre, o refúgio de quando ainda não tinha os teus braços para me acolherem, os teus lábios para me beberem as lágrimas, o refúgio de quando esses braços e esses lábios estão longe, oh!, tão longe. Se não geograficamente, pelo menos emocionalmente. Porque quando se ama e se sofre uma ausência, até dois metros é uma distância insuportável...&lt;br /&gt;Não posso continuar. As lágrimas não param, hoje nem isto resulta. Tenho de as deixar correr. É isso que vou fazer.&lt;br /&gt;Sempre, sempre a pensar em ti...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111487088108381140?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111487088108381140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111487088108381140&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111487088108381140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111487088108381140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/pensar-em-ti.html' title='A pensar em ti...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111480322150447659</id><published>2005-04-29T20:25:00.000+01:00</published><updated>2005-04-29T20:35:51.386+01:00</updated><title type='text'>Um passo. E depois outro.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um passo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E depois outro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um aperto no coração, a garganta apertada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O coração parece que fica ali.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um passo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E depois outro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tenho de me vencer.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não vou olhar para trás.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um passo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E depois outro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem de ser assim, tem de ser.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não será por muito tempo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um passo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E depois outro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E quando já dei os passos suficientes, caio de joelhos e deixo-me chorar...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111480322150447659?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111480322150447659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111480322150447659&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111480322150447659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111480322150447659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/um-passo-e-depois-outro.html' title='Um passo. E depois outro.'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111438011816214771</id><published>2005-04-24T22:58:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T23:01:58.163+01:00</updated><title type='text'>Abril - a Revolução</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um post um pouco diferente, mas não consigo deixar passar em branco o aniversário da nossa Revolução... Peço desculpa pelo estilo um pouco... sei lá... a mim já me parece estranho, mas foi escrito há quatro anos atrás, e nessa altura eu pensava (e escrevia) de forma (muito) diferente...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Abril – a Revolução&lt;br /&gt;Começou de madrugada&lt;br /&gt;(uma para sempre lembrada)&lt;br /&gt;Ao som de uma canção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o poeta cantava,&lt;br /&gt;O Exército acordava&lt;br /&gt;Para concretizar a ilusão&lt;br /&gt;De toda uma nação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das armas choveram&lt;br /&gt;Cravos e não balas:&lt;br /&gt;Os poucos que morreram&lt;br /&gt;O Fascismo os matava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder “caiu na rua”&lt;br /&gt;Mas ao Povo foi tirado.&lt;br /&gt;A luta continua! –&lt;br /&gt;É preciso ser lembrado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Revolução triunfou!&lt;br /&gt;E veio o Verão Quente!&lt;br /&gt;Portugal acordou,&lt;br /&gt;Tentando plantar a semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semente de democracia,&lt;br /&gt;De fraternidade, de igualdade.&lt;br /&gt;Semente de Liberdade&lt;br /&gt;Que despontava com alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semente que pouco floresceu...&lt;br /&gt;Desde logo foi sufocada&lt;br /&gt;Pelo veneno que verteu&lt;br /&gt;A contra-revolução exaltada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim acabou em Novembro&lt;br /&gt;O Verão que a Pátria aquecia.&lt;br /&gt;(O verão acaba em setembro,&lt;br /&gt;mas na alma o calor se sentia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi grande a desilusão&lt;br /&gt;De todo o nosso país:&lt;br /&gt;Arrancaram do coração&lt;br /&gt;Semente, caule e raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo desiludida&lt;br /&gt;Com os Capitães de Abril:&lt;br /&gt;Revolução? Destruída!&lt;br /&gt;Povo? Voltou ao redil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril – a Revolução: o dia&lt;br /&gt;Em que Portugal renascia.&lt;br /&gt;Mas... De que serve renascer&lt;br /&gt;Se não se continua a viver?...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111438011816214771?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111438011816214771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111438011816214771&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111438011816214771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111438011816214771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/abril-revoluo.html' title='Abril - a Revolução'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111437988540359202</id><published>2005-04-24T22:55:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T22:58:05.403+01:00</updated><title type='text'>Às vezes...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Homenagem a um dia muito especial, que ocorreu fez ontem um ano...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Às vezes tentamos fugir a alguém.&lt;br /&gt;Às vezes tentamos evitá-lo.&lt;br /&gt;Às vezes não conseguimos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o Destino prega partidas.&lt;br /&gt;Às vezes apaixonamo-nos por essa pessoa.&lt;br /&gt;Às vezes ele revela-se a nossa alma gémea.&lt;br /&gt;Às vezes só nos braços dele conhecemos a felicidade.&lt;br /&gt;Às vezes, ele revela-se aquele, o tal.&lt;br /&gt;Às vezes tudo isto acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111437988540359202?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111437988540359202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111437988540359202&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111437988540359202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111437988540359202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/s-vezes.html' title='Às vezes...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111365867780905415</id><published>2005-04-16T14:33:00.000+01:00</published><updated>2005-04-16T14:37:57.810+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas correm...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;À minha irmã, em memória de tudo o que passámos juntos, em memória de todos os momentos e lágrimas partilhadas...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;As lágrimas correm,&lt;br /&gt;E eu não sei porquê.&lt;br /&gt;E daí...&lt;br /&gt;Talvez até saiba,&lt;br /&gt;A mágoa é tanta!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;              &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mágoa de perder,&lt;br /&gt;               Mágoa de não recuperar,&lt;br /&gt;               Mágoa de sofrer,&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;               Mágoa de chorar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;As lágrimas correm,&lt;br /&gt;E eu fico a pensar.&lt;br /&gt;Será que tenho culpa?&lt;br /&gt;Será que podia evitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Evitar sofrimento,&lt;br /&gt;               Evitar separações,&lt;br /&gt;               Evitar conhecimento,&lt;br /&gt;               Evitar quebrar corações.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas correm,&lt;br /&gt;E eu nem as tento enxugar.&lt;br /&gt;Talvez as mereça,&lt;br /&gt;Talvez mereça chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Merecer sofrer,&lt;br /&gt;               Merecer chorar,&lt;br /&gt;               Merecer perder,&lt;br /&gt;               Merecer não reencontrar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas correm,&lt;br /&gt;E eu não as consigo parar.&lt;br /&gt;Odeio esta vida,&lt;br /&gt;Só serve para chorar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;em&gt;Chorar lágrimas,&lt;br /&gt;               Chorar sentimentos,&lt;br /&gt;               Chorar mágoas,&lt;br /&gt;               Chorar sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas correm,&lt;br /&gt;E eu limpo os olhos.&lt;br /&gt;Abafo o sentimento,&lt;br /&gt;Acabou o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;Momento de sofrer,&lt;br /&gt;            Momento de lamentar,&lt;br /&gt;            Momento de rever,&lt;br /&gt;            Momento de chorar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas correm, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;E eu tenho de continuar...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111365867780905415?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111365867780905415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111365867780905415&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111365867780905415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111365867780905415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/lgrimas-correm.html' title='Lágrimas correm...'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111342361517474878</id><published>2005-04-13T21:17:00.000+01:00</published><updated>2005-04-13T21:20:15.176+01:00</updated><title type='text'>Prelúdio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Ela era bonita: não muito alta mas com o corpo bem desenhado, pele muito branca, olhos verdes, muito rasgados e profundos, um manto de cabelo negro, liso e brilhante.&lt;br /&gt;Ela era elegante: vestia de branco, um longo vestido de seda que lhe desenhava e envolvia o corpo.&lt;br /&gt;Ela era pura: nos seus olhos não brilhavam erros nem paixões, apenas o desejo de ser feliz.&lt;br /&gt;Ela era frágil: todos a tinham traído e abandonado, aqueles em quem mais confiara, aqueles que deveriam ter sido os seus protectores.&lt;br /&gt;Ela tinha medo: lágrimas corriam dos seus belos olhos, perolando-lhe as faces, a sua pele macia e suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era belo e terrível: adivinhava-se nele poder.&lt;br /&gt;Ele fascinava: vestia de negro, negro absoluto nas calças, na camisa, na capa que o envolvia, negro absoluto que contrastava com a claridade das suas feições, a pele pálida, os cabelos de um louro muito claro, os olhos de um azul muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estendeu-lhe a mão.&lt;br /&gt;Ela agarrou-a.&lt;br /&gt;E, de repente, deixou de ter medo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111342361517474878?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111342361517474878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111342361517474878&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111342361517474878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111342361517474878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/preldio.html' title='Prelúdio'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111325239465828589</id><published>2005-04-11T21:36:00.000+01:00</published><updated>2005-04-12T20:30:02.290+01:00</updated><title type='text'>À espera... (parte II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Pedindo desculpa pela demora, aqui deixo o fim deste&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;conto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;A nossa relação era assim, estranha. Por um lado, éramos mais do que amigos, por outro, nem sei se amigos éramos... Podíamos ver-nos todos os dias ou passar semanas sem nos encontrarmos. Às vezes quase me ignoravas, e a tua conversa era fútil, leve, apenas para encher o tempo. Outras vezes estavas alegre, íamos dar uma volta, íamos a um bar, a um concerto ou ao cinema, divertíamo-nos. Mas a maior parte das vezes estavas triste e sombrio, falavas pouco mas gostavas de estar ali, gostavas que eu estivesse por perto. Eu sentia, nem sei bem como, que tu gostavas. Sentia que te acalmava, que te fazia bem saber que alguém se preocupava contigo, que alguém queria estar ali e apoiar-te. Mesmo sem dizeres nada. Mesmo ficando calado, sem confessar nunca o que te preocupava. E sabendo isso, sentindo isso, eu ficava ali contigo horas perdidas, até que te levantavas e ias embora, ou até que anoitecia e esfriava e íamos ambos embora.&lt;br /&gt;O que será que te preocupava? O que é que era tão grave que te acabrunhava, que não conseguias vencer, mas ao mesmo tempo leve para te deixar resistir sozinho, sem apoios nem ajudas, na fortaleza da tua solidão e do teu distanciamento? Não sei, não consegui nunca saber. Por mais que te dissesse, directa ou indirectamente, que estava ali para te ajudar, tu deixavas bem claro que isso não eram assuntos meus. Às vezes, para suavizar a dureza das palavras, sorrias. E então, embora o teu sorriso fosse triste, o mundo parecia transformar-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo ficámos assim? Foram meses, muitos meses durante os quais brincámos ao gato e ao rato, escondendo e mostrando, revelando e ocultando, andando em volta dos nossos sentimentos como crianças jogando à apanhada ou às escondidas.&lt;br /&gt;Foram meses. Meses em que se gastaram a Primavera e o Verão, o Outono e parte do Inverno. Sim, porque foi no Inverno, num dia frio e nublado em que o mar (o nosso mar!) estava de um tom cinzento gélido, que tudo se precipitou.&lt;br /&gt;Tu ligaste-me logo de manhã. Querias falar comigo. E eu mandei o resto às urtigas e fui ter contigo. No sítio do costume. Nesta mesma esplanada debruçada sobre o mar. Ficámos aqui horas, com sumos e sandes pousadas sobre a mesa. Os teus olhos perdiam-se no mar, cinzentos e gélidos como ele. Os teus braços cruzavam-se fortemente sobre o peito. O teu corpo parecia prestes a explodir de tensão. Parecias ainda mais concentrado, mais preocupado, mais distante do que nunca, mas ao mesmo tempo tão próximo...&lt;br /&gt;À tarde fomos para a praia, vagueando pela areia. Acabámos por nos sentar num rochedo, sempre em silêncio. Quando uma brisa repentina e gélida se levantou e me fez estremecer, tu pareceste acordar. Olhaste-me, passaste-me o braço pelos ombros, apertando-me a ti, tentando aquecer-me. E continuámos em silêncio, mas agora dolorosamente conscientes da nossa proximidade, dos nossos corpos tocando-se e partilhando o seu calor.&lt;br /&gt;De repente olhaste para mim e ficámos as duas assim, só assim, muito tempo. E então algo explodiu dentro de mim e eu não consegui resistir.&lt;br /&gt;E eu, que tinha conseguido reprimir e fechar tudo dentro de mim durante tanto tempo, durante a suave promessa da Primavera, durante a confirmação esfuziante do Verão, durante a doce melancolia do Outono, durante o sombrio peso do Inverno, não consegui mais aguentar.&lt;br /&gt;Ergui a mão até à tua cara, afaguei suavemente a tua pele, os teus cabelos negros e sombrios. Passei-a lentamente pelo teu pescoço, puxei-te até mim. E sob a luz dos teus olhos claros, surpreendidos e ansiosos, com profundezas e mistérios que eu queria desvendar, beijei-te.&lt;br /&gt;Foi um beijo como eu nunca antes tinha sentido, meigo e apaixonado, com um carinho e uma ternura impressionantes, com uma entrega e confiança totais, profundas como eu nunca tinha experimentado.&lt;br /&gt;E depois acabou.&lt;br /&gt;Olhaste para mim.&lt;br /&gt;Suavemente, libertaste-te dos meus braços.&lt;br /&gt;Levantaste-te, passando a mão pelos cabelos.&lt;br /&gt;Afastaste-te.&lt;br /&gt;Desapareceste.&lt;br /&gt;Nunca mais te vi.&lt;br /&gt;Nunca mais soube nada de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que, nesta nova Primavera, estou de novo aqui.&lt;br /&gt;Sentada nesta esplanada debruçada sobre o mar.&lt;br /&gt;Com um caderno à frente, escrevendo.&lt;br /&gt;À espera.&lt;br /&gt;À espera que de novo passe por mim o vulto misterioso e sedutor, altivo e orgulhoso, que me conquistou o coração.&lt;br /&gt;À espera.&lt;br /&gt;E vou continuar aqui.&lt;br /&gt;À espera.&lt;br /&gt;Até que tu voltes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111325239465828589?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111325239465828589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111325239465828589&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111325239465828589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111325239465828589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/espera-parte-ii.html' title='À espera... (parte II)'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111270771249441472</id><published>2005-04-05T14:25:00.000+01:00</published><updated>2005-04-05T20:03:13.326+01:00</updated><title type='text'>Tu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Mais um recado, Prometeu: lembras-te deste texto? Há meses atrás (parece que já foi há anos...) perguntaste-me se já tinha encontrado alguém assim... Já sabes qual é a resposta?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Teus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;braços:&lt;br /&gt;Um refúgio&lt;br /&gt;Quando me canso de sofrer.&lt;br /&gt;Teu sorriso:&lt;br /&gt;Um sonho&lt;br /&gt;Que me ajuda a esquecer.&lt;br /&gt;Teu olhar:&lt;br /&gt;Uma estrela&lt;br /&gt;Que me está a iluminar.&lt;br /&gt;Tua voz:&lt;br /&gt;Uma canção&lt;br /&gt;Que me ajuda a acalmar.&lt;br /&gt;Teu corpo:&lt;br /&gt;Um abrigo&lt;br /&gt;Nas noites escuras de solidão.&lt;br /&gt;Tuas mãos:&lt;br /&gt;Uma carícia&lt;br /&gt;Que me entra no coração.&lt;br /&gt;Teus lábios:&lt;br /&gt;Um beijo&lt;br /&gt;Que me ajuda a sossegar.&lt;br /&gt;Teu coração:&lt;br /&gt;O meu mundo&lt;br /&gt;Para lá viver e sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim és tu, cheio de calor,&lt;br /&gt;Feito de luz e compreensão.&lt;br /&gt;Assim és tu, pleno de amor,&lt;br /&gt;Aquecendo o meu coração...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111270771249441472?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111270771249441472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111270771249441472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111270771249441472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111270771249441472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/tu.html' title='Tu'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111264617508814008</id><published>2005-04-04T21:19:00.000+01:00</published><updated>2005-04-04T21:22:55.090+01:00</updated><title type='text'>Resposta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Olho-te.&lt;br /&gt;Olho-te nos olhos, profundamente, bem profundamente.&lt;br /&gt;Os teus olhos... Como eu adoro os teus olhos, os teus olhos castanhos, tão mutáveis quanto a tua alma, ora doces ora amargos, ora meigos ora brutos, ora frágeis ora fortes... Como eu adoro os teus olhos, como eu adoro perder-me neles, ler as suas profundezas!&lt;br /&gt;Olho os teus olhos. E vejo neles uma miríade de coisas.&lt;br /&gt;Amor.&lt;br /&gt;Paixão.&lt;br /&gt;Ternura.&lt;br /&gt;Vontade de me proteger. De saber o que eu escondo. De ouvir o que eu calo.&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei bem quanto tu sofres com o meu silêncio. Sei o quanto queres compartilhar tudo o que eu sou, tudo o que eu sinto, todas as minhas alegrias e tristezas. Sei o quanto queres que te olhe e, simplesmente, conte tudo. Tudo.&lt;br /&gt;Mas eu não o faço.&lt;br /&gt;Não consigo.&lt;br /&gt;Não quero.&lt;br /&gt;Os momentos que passamos juntos são tão curtos, tão poucos, tão preciosos! Não os quero estragar com más recordações, com evocações tristes. E, mais ainda do que isso, não quero que te preocupes comigo, que tenhas pena de mim. E sei o quão chocado ficarias se te contasse tudo. Nem sei se me perdoarás algo que te escondi, uma ajuda que não pedi. Mas eu não quero que te preocupes, amor! Não quero! Quero proteger-te, proteger-te como tu me proteges a mim.&lt;br /&gt;Sorrio, passo a mão levemente pela tua face, deixo-a deslizar até à tua nuca... e sorrio ainda mais ao ver as tuas brincadeiras, as tuas expressões de gatinho mimalho.&lt;br /&gt;És tão doce, meu amor! Tão doce, tão meigo, tão carinhoso. Tão atento. Sempre.&lt;br /&gt;Vejo nos teus olhos preocupação, a preocupação que surge de cada vez que me sentes em baixo, de cada vez que me sentes neura. A preocupação aumentada com o sofrimento provocado pelo meu silêncio, pela minha distância. Não fiques assim, amor, apetece-me dizer-te. Não aguento ver-te a sofrer, não aguento mesmo. Dói-me tanto, tanto! Se soubesses...&lt;br /&gt;Abraço-te com força, com muita força, encostando-me a ti, deitando a cabeça no teu ombro, sentindo o teu coração a bater rápido, muito rápido, contra o meu peito. Sinto os teus braços a envolverem-me e a segurarem-me com força, tentando transmitir-me calma, paz, segurança... e conseguindo-o. Só me sinto feliz assim, quando estou nos teus braços, sabes? Sinto-me tão bem...&lt;br /&gt;Mas desta vez sinto algo mais. Sinto a tua preocupação e o teu sofrimento a envolverem-me, a penetrarem até ao fundo do meu coração. E isso dói, dói, dói... Dói tanto que mordo os lábios para me tentar conter.&lt;br /&gt;Um momento depois, reergo os olhos. Reencontrei um sorriso para ti, e ofereço-to.&lt;br /&gt;Olho-te nos olhos, profundamente, bem profundamente.&lt;br /&gt;Acaricio-te levemente as faces, beijo-te. Intensamente.&lt;br /&gt;Murmuro baixinho, bem baixinho, “Amo-te!”.&lt;br /&gt;E esta é a resposta.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111264617508814008?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111264617508814008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111264617508814008&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111264617508814008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111264617508814008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/04/resposta.html' title='Resposta'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111195136819634505</id><published>2005-03-27T20:20:00.000+01:00</published><updated>2005-03-27T20:22:48.200+01:00</updated><title type='text'>Saio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Deixo o teu corpo deitado&lt;br /&gt;Levanto-me, saio para a rua.&lt;br /&gt;Atrás de mim, o teu corpo abandonado&lt;br /&gt;Lembra-me os momentos em que fui tua.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Saio devagar, saio lentamente,&lt;br /&gt;Saio com vontade de para trás voltar.&lt;br /&gt;Saio para a rua com o corpo dormente,&lt;br /&gt;Dorido da noite passada a te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio com tristeza no coração,&lt;br /&gt;Saio sem vontade de sair.&lt;br /&gt;Saio e deixo-te o meu coração,&lt;br /&gt;Saio quase me obrigando a fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio. Não quero sair mas saio.&lt;br /&gt;Deixo o teu corpo em liberdade.&lt;br /&gt;Ao deixar o quarto, tropeço e caio...&lt;br /&gt;Não quero deixar-te, essa é a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim saio. Saio como tenho de sair.&lt;br /&gt;Saio, deixo-te entregue a ti.&lt;br /&gt;Saio, bem sei que tenho de partir,&lt;br /&gt;Saio mas hei-de voltar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio. Tu és livre, também eu o sou,&lt;br /&gt;E deixando-te livre vou sair.&lt;br /&gt;Saio para a solidão que já me cansou,&lt;br /&gt;Saio e deixo-te a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio e o silêncio te deixo,&lt;br /&gt;Nele nunca te sentes em solidão.&lt;br /&gt;Saio. Saio e não me queixo,&lt;br /&gt;Não me queixo do vazio no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio. Saio para não te prender,&lt;br /&gt;Para te deixar livre para outra paixão.&lt;br /&gt;Saio. Saio para não te perder,&lt;br /&gt;Ninguém pode ser dono do teu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio. Saio sem me preocupar com a dor,&lt;br /&gt;Saio sem sequer olhar para trás.&lt;br /&gt;Saio. Abandono aqui o meu amor.&lt;br /&gt;Saio e não mais voltarei atrás.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Deixo o teu corpo deitado&lt;br /&gt;E saio de lágrimas coberta.&lt;br /&gt;Atrás de mim, o teu corpo abandonado...&lt;br /&gt;Saio, e deixo a porta aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111195136819634505?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111195136819634505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111195136819634505&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111195136819634505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111195136819634505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/03/saio.html' title='Saio'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111184135116523277</id><published>2005-03-26T12:36:00.000Z</published><updated>2005-03-26T12:52:15.933Z</updated><title type='text'>À espera... (parte I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mar.&lt;br /&gt;Amar.&lt;br /&gt;São parecidas, as duas palavras, não são?&lt;br /&gt;O que quererá isto dizer?&lt;br /&gt;O amor veio do mar?&lt;br /&gt;Ou foi o mar que nasceu do amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo o mar. Sempre.&lt;br /&gt;Amo esta imensidão salgada, esta eternidade azul que se estende até se perder de vista.&lt;br /&gt;Amo-o na sua calma e na sua fúria, amo a sua doce espuma que se enrola na areia e as suas ondas que rebentam com fragor e estrépito nos rochedos, amo o seu brilho dourado que reflecte o sol e a sua profundidade cinzenta que adivinha borrasca, amo-o tranquilo e pacífico no Verão e rebelde e tempestuoso no Inverno.&lt;br /&gt;Amo-o como te amo a ti, misterioso sedutor que me conquistaste o coração.&lt;br /&gt;Foi aqui que te vi pela primeira vez. Estava sentada nesta esplanada com um caderno à frente, tal como hoje. E tu passaste aqui no paredão, paraste naquele banco além. Algo na tua forma de andar me chamou a atenção. Caminhavas como se o mundo pesasse sobre ti, os ombros meio curvados, o passo meio arrastado. Mas a cabeça continuava erguida, e embora o teu olhar perdido mostrasse sofrimento, a sensação que tive quando olhei para ti foi que eras um daqueles, cada vez mais raros, que preferem morrer a ceder, a render-se, que eras um daqueles de “antes quebrar do que torcer”.&lt;br /&gt;Parei de escrever e fiquei a olhar-te, sentado no banco com a cabeça apoiada nas mãos, olhando o mar. Algo em ti me atraía, me seduzia. E eu acabei por perceber o que. Era essa mistura de orgulho e humilhação, de altivez e humildade, de força e fraqueza, de coragem e desespero. Tudo isso se espelhava em ti, no teu olhar, na tua forma de andar, na posição da tua cabeça, no abandono do teu corpo. E eu fiquei a olhar para ti.&lt;br /&gt;Daí a pouco levantaste-te, foste embora. Fiquei a seguir-te com o olhar, sem te conhecer, sem saber sequer o teu nome mas querendo ajudar-te. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este é o meu pouso habitual, portanto daí a dias estava de novo aqui, em frente ao mar, aproveitando o dia solarengo com um sumo na mão. Como de costume, os meus olhos vagueavam pelas pessoas que passeavam por ali, mas não se detinham em nenhuma. Sem saber porquê, procurava-te.&lt;br /&gt;E encontrei-te. Tal como da primeira vez, passaste por mim com o mesmo ar preocupado mas resoluto. Não paraste, mas quando, mais tarde, também eu fui andar pelo paredão, voltei a encontrar-te. Vi-te ainda ao longe, de novo sentado mas já não olhando o mar. A cabeça mergulhada nas mãos, os ombros descaídos, eras a perfeita imagem do desespero naquele dia tão bonito.&lt;br /&gt;Parei.&lt;br /&gt;Hesitei.&lt;br /&gt;Decidi-me.&lt;br /&gt;Avancei, sentei-me ao teu lado. Sentiste-me, olhaste para mim, meti conversa. Tentei ajudar-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámos a encontrar-nos uma, duas, tantas vezes! Nunca me contaste exactamente quais eram os teus problemas, muitas vezes interrompias a conversa e ficavas com o olhar perdido no mar, o mar que ambos amamos. Mantinhas o mistério que te envolvia, conservavas na penumbra a tua vida, a tua maneira de ser. Não dizias o que é que te preocupava, o que é que provocava esse desespero que te envolvia e que tu procuravas combater, não confessavas o que é que ensombrava o teu olhar.&lt;br /&gt;O teu olhar... Os teus olhos claros e mutáveis como o mar, azul brilhante quando conseguias afastar os teus problemas por um momento que fosse, cinzento sombrio quando eles voltavam, em vagas como o mar, a rodear-te, a envolver-te, a ensombrar-te. Foram eles que me conquistaram, esses olhos que mostravam e escondiam, que revelavam e ocultavam, esses olhos em que me conseguia perder, esses olhos que são como as profundezas do mar, misteriosos, sedutores, apaixonantes.&lt;br /&gt;Sim, eu acabei por me apaixonar por ti. Mesmo sem querer, mesmo sem tu quereres. Tu és tão sedutor, tão envolvente! Inconscientemente, eu sei. Não era por quereres, mas essa tua segurança, essa tua confiança, a tua altivez, o teu orgulho... o teu mistério, tudo isso me atraía, tudo isso me envolvia e me ia prendendo a ti sem eu saber bem como.&lt;br /&gt;E tu? Também te apaixonaste por mim? Acho que sim. Nunca o puseste em palavras, mas havia gestos, olhares, afastamentos... Houve frases, mesmo, quando tu me dizias que tinhas de ir embora, que não podias ficar... Quando pousavas as mãos nos meus ombros e dizias que não podias gostar de ninguém, que não te podias aproximar de ninguém, que não podias ser (e aí hesitavas, a voz vacilava) amigo de ninguém. E eu percebia que também tu estavas a ficar envolvido, que também tu estavas a ficar preso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111184135116523277?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111184135116523277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111184135116523277&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111184135116523277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111184135116523277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/03/espera-parte-i.html' title='À espera... (parte I)'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111175431373077245</id><published>2005-03-25T12:30:00.000Z</published><updated>2005-03-25T12:38:33.733Z</updated><title type='text'>Noite</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;A minha alma chama a noite&lt;br /&gt;Sem saber como nem porque.&lt;br /&gt;A minha alma chama a noite:&lt;br /&gt;É só nela que se revê.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Quero a noite, a noite sem fim,&lt;br /&gt;A última noite, de paz e sem dor.&lt;br /&gt;Busco a noite, o repouso enfim!,&lt;br /&gt;Sem lágrimas, sem choros,&lt;br /&gt;Sem ódio, sem amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite eterna&lt;br /&gt;O reduto que protege, o último abrigo.&lt;br /&gt;Busco a noite, acariciante e terna,&lt;br /&gt;Onde não me alcança nenhum inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite sombria&lt;br /&gt;Sem dizer adeus, sem me despedir.&lt;br /&gt;Busco a noite, tão doce, tão fria...&lt;br /&gt;Lá já ninguém me pode ferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite de solidão,&lt;br /&gt;Já me cansa o mundo e as suas gentes.&lt;br /&gt;Busco a noite, a sua escuridão,&lt;br /&gt;O oblívio de todos, das suas almas doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite sem guerra&lt;br /&gt;Onde não me alcança a podridão.&lt;br /&gt;Busco a noite, a saída desta Terra&lt;br /&gt;A passagem para uma outra dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite sagrada&lt;br /&gt;Refúgio da minha alma carente.&lt;br /&gt;Busco a noite, o fim desta estrada,&lt;br /&gt;A total confiança, só ela não mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite sem luar&lt;br /&gt;Descanso a alma na sua ternura.&lt;br /&gt;Busco a noite, não quero mais lutar:&lt;br /&gt;Estou cansada desta tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, a noite que é só minha&lt;br /&gt;Outras presenças só me trazem dor.&lt;br /&gt;Busco a noite, busco-a sozinha,&lt;br /&gt;Estará sempre a mais, seja quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a noite, sinto-a a chegar&lt;br /&gt;Minha amiga e amada, aproximas-te enfim!&lt;br /&gt;Busco a noite, não quero mais penar&lt;br /&gt;Minha protectora, envolves-me e é o fim...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A minha alma encontrou descanso,&lt;br /&gt;Já ninguém a pode tocar.&lt;br /&gt;A minha alma encontrou descanso:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Na noite eterna ficará a repousar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111175431373077245?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111175431373077245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111175431373077245&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111175431373077245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111175431373077245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/03/noite.html' title='Noite'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11688002.post-111175378641960662</id><published>2005-03-25T12:15:00.000Z</published><updated>2005-03-25T12:29:46.420Z</updated><title type='text'>Primeiro Reflexo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Espelho Negro... Porquê este nome? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta é simples: espelho, porque aqui se reflectirá a minha alma; negro, porque essa é a cor que mais vezes lá vejo... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo este blog um espelho, os reflexos poderão muitas vezes parecer estranhos, distorcidos, absurdos, irreais. Isso será normal, uma vez que a alma que nele se reflecte é muitas vezes assim descrita... Mesmo assim, espero que consigam encontrar aqui algum sentido e que, por vezes, também a vossa alma se veja aqui reflectida...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11688002-111175378641960662?l=espelhonegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espelhonegro.blogspot.com/feeds/111175378641960662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11688002&amp;postID=111175378641960662&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111175378641960662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11688002/posts/default/111175378641960662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espelhonegro.blogspot.com/2005/03/primeiro-reflexo.html' title='Primeiro Reflexo'/><author><name>Sophia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15100106483038016684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
